“A tanto tempo trancado no armário, encarcerado na carne; enfim verbalizo-me dos lábios até teu ouvido atento.”
“Eu vou te beijar tanto até você morrer entre meus lábios.”
“O tempo me erodiu gravando o teu contorno em mim.”
“Eu vivia à base de fotossíntese: arrancava o néctar dos teus lábios aos beijos e captava o brilho atencioso do teu olhar para em meu coração adivinhar um morno amor de um empuxo que me mantinha suspenso sobre o próprio cataclisma.”
“Na folhagem do teu pelo eu me perco.”
“Eu me plugo a ti invadindo tua fortaleza sem portas até enfim despetalar-te em chamas carnavalescas, abissais e untadas a mim.”
“Antes de nos florescer em palavras eu perfumo esta carta de amor até a flor da pele, à espera somente do teu consentimento apaixonado: o brilho atencioso do teu olhar que me iluminará, me iluminará todo por dentro até eu te despetalar em mim.”