“Na sua ampla casa tinha uma esposa e dezenas de escravas, mas não possuía os seus corações como possuía seres humanos e coisas. Podia mudar destinos, mas não alterar as formas do mundo. Por isso o mundo muitas vezes lhe parecia tão triste como o seu rosto.”
“Aquilo pertubava Bridei porque lhe parecia que só havia um mundo e que, se tinha defeitos, as pessoas não se deviam queixar deles, mas dar passos para o mudar”
“Tem propriedades em Lisboa e não precisa de trabalhar, mas vê a limpeza como uma missão: quer limpar o mundo. E não há nada melhor do que o chão, pois é aí que o mundo começa.”
“Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcão. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta à outra.”
“Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.”
“As coisas feias são tão próprias do mundo como as bonitas. Tu és muito nova, menina, e, no colégio, não fazem outra coisa senão tapar-te os olhos- o que é um engano, menina. Conhecer o mal é já uma defesa. Onde não há inocência, pode haver pecado; mas onde não há sabedoria, há sempre desgraça.”
“Era a primeira vez que Sam via uma passagem de um combate de Homens contra Homens, e não lhe tinha agradado muito. Sentiu-se grato por não poder ver o rosto do morto. Perguntou a si mesmo como se chamaria o homem e donde teria vindo, se era realmente mau por natureza ou que mentiras e ameaças o tinham levado a percorrer o longo caminho da sua casa até ali, e se não teria, na realidade, preferido continuar lá em paz.”