“Eu bóio na superfície do mundo inteiro até descobrir onde mergulharei.”
“A tua voz indigna ecoa pela minha catedral cerebral incessantemente até eu conseguir diluí-la na escuridão.”
“No encaracolar do teu cabelo eu me cubro por inteiro, no teu bumbum eu deito o rosto e durmo.”
“Mas eu sobrevivi; agora não passo de uma carcaça de cinzas onde até o toque mais gentil, atencioso e amável me desmancharia num borrão sutilmente tóxico.”
“Na infância se usufrui da proximidade e ao crescer nossos espinhos de alfinetada a estocada vão nos distanciando cada vez mais até que na solidão mais palpável e incomunicável eu mal consigo lembrar do teu rosto, mãe.”
“Até o remorso eu remoí até sobrar apenas pó de pirimplimplim.”
“Eu cataclismo eu mesmo. Arrancando pelos olhos o coração pulsante do mundo.”