“Eu vocifero labaredas e mais labaredas de feras famintas por horror.”
“Eu me entrego às chamas de bom grado por mim e por você.”
“Eu guardo rancores de tudo e todos, catalogando-os por gênero e grau; até acorrentá-los com o contorno de letras governadas por mim.”
“Em sorrisos e mais sorrisos eu irradio risos com vários gigaelétron-volts de alegria.”
“Entre eu e eu sempre um espelho se desdobrando em labirinto, reflexos de mim por todos os lados; abstratificado eu fluo, fruo, ou?”
“O que eu quero? Eu não sou mais a mesma pessoa e anseio acalentar esse não mais eu e niná-lo até o além.”
“Num mundo perfeito isento de erros e horrores não escrevo crítica social nem manifesto político, eu escrevo apenas beleza.”